Mais duas pra conta

Sabe como é, né? Frio, temperaturas de 0oC a 8oC (num bom dia), chuva (num dia ruim), pouco sol e muito tempo dentro de casa. É mais ou menos assim que é o inverno por aqui. Logo nada melhor do que passar o tempo fazendo cerveja.

Do Natal até hoje já foram mais duas cervejas para a conta. No dia 27 de dezembro (como tinha postado) fizemos uma Belgian Tripel e no último domingo uma American IPA (mais uma vez).

Desde que recomecei a fazer cerveja venho tentando melhorar o processo e os resultados sempre tentando deixar o processo o mais simples possível. Para essas duas brassagens implementei algumas melhorias de equipamento e processo.

Os pontos que busquei melhorar foram:

  • Lautern – filtração:
    • vinha observando que a mola usada como filtro tinha espaços muito pequenos entre os elos o que dificultava a filtração e tornava o processo muito demorado. Portanto resolvi migrar para uma bazzoka comprada na loja do Lamas quando estive no Brasil em Outubro do ano passado.
  • Limpeza da panela de mostura e preparação para fervura
    • Como sabem uso uma panela só para o processo todo e a limpeza e preparação da panela consumia um bom tempo do processo. Para agilizar passei a utilizar um grain bag para remover o malte usado de uma só vez.
  • Eficiência do processo
    • Vou admitir, eu sou preguiçoso. Muito. Tendo isso esclarecido já posso falar que não estava controlando os volumes ao longo do processo, portanto não tinha a mínima idéia da eficiência que estava atingindo. Só sabia que não estava conseguindo o volume de cerveja pronta que desejava. Para isso resolvi marcar os volumes nos meus baldes (a cada 3L) para controlar a quantidade de mosto pré e pós fervura.
  • Fermentação e atenuação
    • De novo: EU SOU PREGUIÇOSO. Pronto. Falei. De novo. Então vou admitir de novo, não estava medindo a densidade da cerveja pronta (porque ficava com dó de jogar fora um tanto de cerveja para a medição). Mas as cervejas aparentemente (no sabor) não estavam atenuando o quanto eu queria, sendo que a Imperial Stout terminou a fermentação um tanto quanto doce. Logo tomei algumas medidas. Primeiro, passei a medir a densidade da cerveja pronta, afinal a proveta é pequena. Segundo, comprei nutriente para o fermento (Servomyces da LALLEMAND). Terceiro, instalei uma lampada infravermelho dentro da geladeira de fermentação (aqui no inverno a temperatura da fermentação não estava subindo para os 19oC desejados).

Nos três primeiros pontos já posso dizer que estou satisfeito com os resultados. A filtração tem sido mais rápida sem perda de qualidade. A preparação da panela para a fervura também. No total o processo tem durado cerca de 4 horas e meia, do início do aquecimento da água até a cerveja no fermentador (lembrando que não resfrio a cerveja). E nas duas últimas produções já melhorei o volume de cerveja no fermentador (10.5L na Tripel e 12L na IPA) e sei melhor a eficiência do meu equipamento/processo (67% medido na Tripel e 77% na IPA).

As receitas das cervejas eu passo depois (quando elas ficarem prontas).