Um olho no peixe…

Outro no gato.

Algumas coisas sobre ser cervejeiro caseiro e profissional são bem parecidas. Uma delas é esse ditado popular do título.

Quando comecei a fazer cerveja em casa uma das coisas que precisei me acostumar durante um dia de brassagem é sempre estar pensando um passo a frente do processo. A gente começa a pensar em esquentar a água de mostura enquanto está moendo os grãos, Esquentar a água de sparging do meio ao final da mostura, pesar os lúpulos durante o lauter, preparar o trocador de calor e sanitizar o fermentador durante a fervura. Tudo isso para otimizar o tempo, para que o trabalho não pare no meio do caminho.

O mesmo acontece quando a gente faz cerveja em um equipamento de 10Hl, independente do nível de automação do equipamento usado.

O tanque de água quente está cheio na véspera? Ligou o aquecimento? O tanque de água fria está cheio? Equipamento tudo limpo? Começo da produção, montou o equipamento todo? Colocou água quente na temperatura certa na tina de mostura? Meio da mostura, bomba de transferência pronta? Tina de fervura preparada? Lúpulos pesados? Começou a fervura, olho para não entornar, cronômetro rodando, tanque de fermentação limpo e sanitizado? Trucados de calor montado? Sanitizado? Água para hidratar o fermento fervendo?

A cabeça do cervejeiro precisa sempre estar presente no que acontece naquele momento e de olho do que vai acontecer depois.